quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Plano de Gestão do Centro de Ciências Sociais Aplicadas [2011 – 2015] e o futuro da Biblioteconomia na UFRN


Ocorreu nesta manhã de quinta-feira (17 nov.), às 10h, a Audiência Pública sobre Plano de Gestão (2011 – 2015) com alunos do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA). A Profª Arlete Araújo, Diretora do Centro, recebeu o vergonhoso número de quatro alunos (número total) de diferentes cursos.

Arlete criticou a pouca participação do alunado, apesar da insistente divulgação do encontro (disponibilização do Plano de Gestão em plataforma virtual, envio de convite por e-mail, ajuda de divulgação dos Departamentos e Centros Acadêmicos ...). Mesmo assim, disse ser ‘teimosa’, que continuará convocando toda a comunidade a participar das decisões coletivas, e pediu para isso a ajuda dos presentes, na motivação e esclarecimento sobre a importância da participação aos demais colegas.

De forma geral, Arlete propôs uma gestão que pense conjuntamente, incentivando o exercício de envolvimento de todos os atores de forma a combater a fluidez de participação dos mesmos, visando sintonizar a comunidade em uma direção coletiva. [Pelo visto teremos muito trabalho!]

Os tópicos particulares levantados pelos alunos e que dizem respeito aos interesses gerais foram acerca da segurança e urbanismo do Setor.

A representação do Curso de Biblioteconomia pediu atenção em especial às questões do Laboratório de Informática e do deslocamento das turmas para o Setor V de aulas.

O Laboratório de Informática é a base estrutural para grandes melhorias previstas para o DEBIB a partir do ano de 2012. O Laboratório está sendo planejado de forma a apoiar e orientar a comunidade acadêmica sobre o processo de inclusão de estudantes com necessidades educacionais especiais, em acordo com a Resolução n° 193/2010 do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão – CONSEPE, de 21 de setembro de 2010.

Além disso, fora aprovado recentemente o projeto de extensão “Biblioteca Digital de Monografias”, a ser coordenado pela Profª Ma. Jacqueline de Araújo Cunha, que visa digitalizar e tornar disponível as monografias produzidas pelos cursos componentes do CCSA.

Outras justificativas que fazem valer a urgência do laboratório são as condições tecnológicas especiais que as disciplinas técnicas exigem para sua apropriada aplicação, visto que os laboratórios coletivos do Centro não dão suporte aos softwares e aplicativos específicos usados pelos profissionais da área.

Quanto ao deslocamento de Setor, justifica-se pela estratégia de localização do DEBIB e espaço indicado para acomodação do Laboratório de Informática. Sem contar que a atual disposição das turmas gera confusão pela constante alteração das salas utilizadas. O objetivo é concentrar as atividades acadêmicas voltadas à biblioteconomia.

Percebeu-se, portanto, boa vontade em colaboração, articulação de interesses que visem as satisfações coletivas, e abertura à participação do corpo discente junto à Diretoria do Centro e à Coordenação do Curso. Basta agora resolver o problema de apatia participativa dos discentes.

O cenário se mostra muito favorável à uma atuação efetiva por parte do Centro Acadêmico Zila Mamede – CAZMA, e uma evolução considerável do DEBIB. Porém será necessário empenho de todos os envolvidos! Você já está fazendo a sua parte?

sábado, 12 de novembro de 2011

Sobre o curso de Graduação em Biblioteconomia da UFRN: mudanças e comportamento


Desde o ano de 2007 – ano em que ingressei no curso de Graduação em Biblioteconomia – algumas mudanças ocorreram no ensino de Biblioteconomia no Brasil. Refiro-me à estrutura curricular, claro. No ano seguinte foi adotada uma nova estrutura curricular, que seguiu sofrendo pequenas alterações nos anos subsequentes. Disciplinas foram adicionadas, outras divididas e algumas até mesmo dispensadas – por exemplo, a disciplina Linguagem Documentária, que era uma disciplina complementar (não obrigatória) não é mais disponibilizada. O tema das linguagens documentárias é abordado em outras disciplinas como Representação Temática III, por exemplo.

O objetivo dessas alterações é expandir e aperfeiçoar as habilidades dos graduandos bibliotecários. Mas será que elas foram suficientes ?

Conversando nos corredores da universidade com alguns colegas de curso podemos compartilhar algumas insatisfações, percebidas principalmente nos concluintes que reclamam da sobrecarga de atividades no último período do curso (Monografia; Estágio supervisionado com produção de relatório; Planejamento e Realização de Projeto Cultural). Mas não somente os concluintes. Os estudantes de diversos períodos reclamam, por exemplo, da disciplina Linguística não ser incorporada na estrutura como disciplina obrigatória à formação do bibliotecário, visto a crescente necessidade do domínio nesta área do conhecimento para a melhor aplicação das habilidades de organização, classificação e indexação de informações na web. Claro, o aluno tem sempre a oportunidade de direcionar sua formação acadêmica, procurando incorporar disciplinas de outros Centros em sua estrutura curricular individual (aliás, é esse o conceito de Universidade!). Porém dificuldades de incompatibilidade de horários e indisponibilidade de vagas podem tornar esse complemento inviável. (Diversas outras disciplinas são listadas e justificadas, o uso da Linguística foi meramente ilustrativa).

Voltando às reclamações dos concluintes ... Estes (e eu concordo, apóio e faço o mesmo) questionam a obrigatoriedade da Monografia e do Estágio Supervisionado com produção de Relatório. A proposta que se levanta é de que seja facultativa a escolha por uma das atividades, e a justificativa é de que no último período o aluno já tem decidido se quer ou não (emendar) uma pós-graduação (o que justificaria a produção de uma monografia visando a elaboração de projeto de pós-graduação); caso contrário, o Estágio Supervisionado com produção de relatório seria suficiente para avaliação de conclusão de curso e aptidão para ingressar no mercado profissional. O que ocorre, afinal, é que o tempo que se passa realizando o estágio (atividade que a grande maioria dos alunos realizam durante mais de 50% de sua estadia na graduação em instituições e funções diversas) atrapalha na pesquisa monográfica, e não somente pelo tempo despendido, mas pelo cansaço físico e psicológico: é estressante e exaustivo! Sem falar que paralelo à monografia tem de se escrever o relatório de estágio. Como se não bastasse, há também o Projeto Cultural, que necessita de disponibilidade conjunta de tempo para reuniões de planejamento e execução.

Tratando-se especificamente do nosso caso (Biblioteconomia - UFRN), as principais mudanças não vêm das alterações na estrutura curricular, mas sim no corpo docente.

A renovação e especialização de nossos professores são vistas como ‘injeções de ânimo’ nos alunos, e são também os principais responsáveis pelas atividades de extensão e monitoria executadas pelo Departamento de Biblioteconomia. [Ver Ações de Extensão e Projetos de Monitoria no Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas - SIGAA. Clique nas imagens para ampliá-las].





Mesmo assim, ainda há espaço para reclamações. As críticas são referentes à divulgação das pesquisas realizadas. Os projetos de extensão têm pouca visibilidade mesmo dentro do departamento.

Acredito serem essas as principais mudanças que ocorreram ultimamente no DEBIB-UFRN (Departamento de Biblioteconomia). Mas há sempre tempo e esforços para mais. E acredito que as mais urgentes estejam diretamente relacionadas ao comportamento/postura do graduando.

Os alunos do curso de Graduação em Biblioteconomia da UFRN são apáticos! (isto inclui eu, você, os membros do Centro Acadêmico e todos os outros). Não presenciei ainda uma única eleição para o CAZMA (Centro Acadêmico Zila Mamede) que contasse com duas chapas concorrentes. Não presenciei ainda uma gestão do CAZMA que tenha se destacado de qualquer outra forma que não pela passividade. Não presenciei ainda uma única manifestação conjunta, por parte dos alunos, que tenha alcançado qualquer resultado de mudança dentro do nosso Departamento. Aliás, os únicos momentos em que os alunos se reúnem são em festinhas para comer salgados e ‘ouvir’ os professores falar.

As sugestões que ficam, portanto (às quais podem se reunir outras mais), são as de incentivo à participação dos alunos em toda e qualquer questão que diga respeito ao DEBIB; esclarecimentos sobre as funções e importâncias do Centro Acadêmico; incentivo à concorrência nos processos eletivos; além de apoio e participação nos projetos do Departamento.

Afinal, se o aluno não se apresenta, quem o Centro Acadêmico representa?